
Uma vez, comprei um par de meias baratas. Estavam em promoção por 99 cêntimos, o que, como qualquer homem lhe dirá, é um sinal do universo de que, basicamente, estamos a ganhar dinheiro ao comprá-las.
Na primeira vez que as usei, conseguiram, sabe-se lá como, escorregar para dentro dos sapatos. Na segunda vez, uma delas ficou com um buraco do tamanho do Alentejo. À terceira — estou a brincar, não houve terceira vez. Desintegraram-se durante uma caminhada rápida até à caixa do correio.
É a isto, meus amigos, que chamamos «falsa economia»: poupa-se uns cêntimos agora e gasta-se uma fortuna a reparar mais tarde.
Na construção (e na vida), acaba por se perceber que pagar um pouco mais por qualidade, rapidez e durabilidade muitas vezes permite poupar muito mais ao longo do tempo. Por exemplo, usar aço leve conformado a frio pré-fabricado, em vez de construir a estrutura com noodles fossilizados (também conhecidos como madeira serrada de dimensões normalizadas).
Portanto, sim, investir em sistemas mais inteligentes pode custar mais uns euros à partida… mas esse dinheiro volta com uma capa e uma calculadora que diz: «Acabou de poupar 11% nos juros do empréstimo, 3 meses no prazo e 4 cabelos brancos ao seu encarregado de obra.»
Meias baratas só dão arrependimentos. Construa com mais inteligência.



